A inovação é um processo contínuo. As empresas realizam constantemente mudanças em produto e processo e buscam novos conhecimentos. O Manual de Oslo[1], define quatro tipos de inovações que encerram um amplo conjunto de mudanças nas atividades das empresas: inovações de produto, inovações de processo, inovações organizacionais e inovações de marketing. Mas o que é uma inovação? Segundo o Manual[2],

“Uma inovação é a implementação de um produto (bem ou serviço) novo ou significativamente melhorado, ou um processo, ou um novo método de marketing, ou um novo método organizacional nas práticas de negócios, na organização do local de trabalho ou nas relações externas.”

É preciso ficar claro que a inovação precisa ter sido, de fato implementada, para ser considerada como tal. As inovações são implementadas quando esses novos processos, produtos, serviços ou métodos são efetivamente utilizados nas operações das empresas ou introduzidos no mercado.

“As atividades de inovação são etapas científicas, tecnológicas, organizacionais, financeiras e comerciais que conduzem, ou visam conduzir, à implementação de inovações. Algumas atividades de inovação são em si inovadoras, outras não são atividades novas mas são necessárias para a implementação de inovações. As atividades de inovação também inserem a P&D que não está diretamente relacionada ao desenvolvimento de uma inovação específica.”

Inovações de produto envolvem mudanças significativas nas potencialidades de produtos e serviços. Incluem-se bens e serviços totalmente novos e aperfeiçoamentos importantes para produtos existentes:

“Inovações tecnológicas de produto e de processo (TPP) compreendem a implementação de produtos e de processos tecnologicamente novos e a realização de melhoramentos tecnológicos significativos em produtos e processos. Uma inovação TPP foi implementada se ela foi introduzida no mercado (inovação de produto) ou usada em um processo de produção (inovação de processo)” [3]

Inovações de processo representam mudanças significativas nos métodos de produção e de distribuição. Embora robôs sejam utilizados em grande escala pela indústria automobilística, estudos realizados pela empresa Technavio mostram que o mercado global de robótica aplicada à indústria têxtil também deve sofrer forte impulso até 2021, automatizando o processo de produção.

As inovações que abrangem mais de um tipo, tais com as que incluem um componente de processo e um de produto, podem exercer um papel crescentemente importante na competitividade da empresa em seus ganhos de produtividade. Como exemplo, podemos citar a impressão 3D, uma das grandes apostas no mundo da moda, através da qual os estilistas podem experimentar novos formatos, espessuras e texturas de material para moldar as peças finais, que já nascem com o valor agregado de serem exclusivas. Na indústria da moda a impressão 3D vem sendo usada em acessórios e peças conceituais e ainda demanda de alto investimento.

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Foraeva é o resultado da união entre dois designers, integrando o passado e o futuro na forma de um vestido de cristal. A estilista Lana Dumitru e o arquiteto Vlad Tenu juntaram-se para reimaginar a tradição e criar uma verdadeira obra de arte que nos mostra como seria a alta costura na era espacial. A complexidade deste vestido atingiu um nível de engenharia possível apenas por meio de simulações 3D, prototipagem digital e um algoritmo personalizado projetado para interpretar padrões tradicionais e responsável por controlar os cristais que desempenham o papel de elementos estruturais. [1] [1] Disponível em: https://xn--forva-ura.com/the-project/. Acesso em 27 de dezembro de 2017.

Podemos citar ainda, tecidos inteligentes, biokacking, wearables – acessórios ou roupas que estão incorporados em eletrônicos conectados à Internet – e insertables – chips ou próteses inseridos no próprio corpo –  já são uma realidade. O uso de tecidos respiráveis em vestuário é um exemplo de uma inovação de produto que utiliza novos materiais, capazes de melhorar o desempenho do produto. Outros exemplos são os tecidos que expandem, mudam de cor, repelem a água e muito mais. Há também o case da startup indiana que criou uma camiseta com LED’s embutidos, que ligada a um smartphone também monitora as atividades físicas.

Wearable é a palavra que resume o conceito das chamadas “tecnologias vestíveis”, que consistem em dispositivos tecnológicos que podem ser utilizados pelos usuários como peças do vestuário. A palavra inglesa wearable significa “vestível” ou “usável”, na tradução literal para a língua portuguesa.[1]

Inicialmente, os wearables mercado tiveram dificuldade de serem introduzidos no mercado devido ao design pouco atrativo aliado ao alto custo, porém esta realidade vem mudando.

Podemos citar ainda, tecidos inteligentes, biokacking, wearables – acessórios ou roupas que estão incorporados em eletrônicos conectados à Internet – e insertables – chips ou próteses inseridos no próprio corpo –  já são uma realidade. O uso de tecidos respiráveis em vestuário é um exemplo de uma inovação de produto que utiliza novos materiais, capazes de melhorar o desempenho do produto. Outros exemplos são os tecidos que expandem, mudam de cor, repelem a água e muito mais. Há também o case da startup indiana que criou uma camiseta com LED’s embutidos, que ligada a um smartphone também monitora as atividades físicas.

Wearable é a palavra que resume o conceito das chamadas “tecnologias vestíveis”, que consistem em dispositivos tecnológicos que podem ser utilizados pelos usuários como peças do vestuário. A palavra inglesa wearable significa “vestível” ou “usável”, na tradução literal para a língua portuguesa.[1]

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Na terceira edição do Manual de Oslo, foram acrescentadas duas novas formas de inovar dentro da empresa: através das inovações organizacionais e inovações de marketing. As inovações organizacionais referem-se à implementação de novos métodos organizacionais, tais como mudanças em práticas de negócios, na organização do local de trabalho ou nas relações externas da empresa. As inovações de marketing envolvem a implementação de novos métodos de marketing, incluindo mudanças no design do produto e na embalagem, na promoção do produto e sua colocação, e em métodos de estabelecimento de preços de bens e de serviços.

Outro exemplo de inovação é o uso do recurso da realidade aumentada, que em breve irá modificar a forma como a indústria da moda cria, exibe e comercializa seus produtos. Embora a realidade aumentada já exista há muitos anos, em 2017 observamos o início da aceitação e uso pelo mercado consumidor de massa, graças aos smartphones e aplicativos desenvolvidos, popularizados através de filtros para o rosto oferecidos nos aplicativos Snapchat e Instagram[1]. Em 2017, foram contabilizados mais de 20 milhões de downloads do aplicativo L´Oreal´s Makeup Genius, que utiliza realidade aumentada para permitir que os usuários experimentem virtualmente produtos de beleza em seus telefones. Outras marcas como Sephora, Charlotte Tilbury, Gap e Rimmel também possuem aplicativos com recursos semelhantes como prova de maquiagem e roupas.

Greg Jones, diretor de Realidade Aumentada do Google, afirmou durante o evento Shoptalk Europe[1],  que é possível usar os novos aplicativos também como uma ferramenta de informação básica, especialmente quando permite ações que gerem confiança e transparência, como por exemplo: fornecendo conteúdo sobre o local de produção do produto e as várias maneiras de utilizá-los, desde produtos de consumo de massa até produtos de luxo. Jones também vê a importância de utilizar a realidade aumentada como uma oportunidade de reforçar o valor da marca através de narrativas sentimentais e experiências de consumo – afinal, a geração “millenials”[2] prioriza um consumo mais consciente, demonstrando preocupação com os danos ambientais e o bem-estar coletivo.

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Ace Eyewear,da marca Acton, promete ser o primeiro óculos high tech do mundo a colocar o estilo em primeiro lugar. Com uma câmera embutida e mãos livres, os óculos priorizam o design, para que os usuários possam tirar fotos e vídeos que podem ser transmitidos instantaneamente nas suas páginas de mídia social. Custo estimado de U$199.  Imagem: divulgaçãovação é 

Os desfiles de moda também serão impactados pela realidade aumentada, constituindo nova forma de apresentação e promoção do produto de moda. A Agência de Inovação da Moda no London College of Fashion[4], promoveu a facilitação de um projeto que faz uso de um aplicativo, o Holome, e juntamente com a grife britânica RIXO London, criou a versão holográfica de um desfile da marca, possibilitando que os usuários da tecnologia pudessem assistir em seus smartphones. De forma que será de suma importância a atuação de fashion lawyers como profissionais capacitados para a negociação contratos, formalização de transferência de tecnologia, gestão da transferência de tecnologia em ambientes de Inovação para a indústria da moda.

[1] Disponível em: http://www.vogue.co.uk/article/exclusive-apple-ceo-tim-cook-future-of-fashion-augmented-reality. Acesso em 26 de dezembro de 2017.

[2] Disponível em: https://www.forbes.com/sites/rachelarthur/2017/10/31/augmented-reality-is-set-to-transform-fashion-and-retail/#2752fdb3151d . Acesso em 22 de dezembro de 2017.

[3] A geração ‘Millennials’ é o termo usado para categorizar os indivíduos que nasceram entre 1980 e 2000.Pertencem a esta geração os jovens entre os 15 e 35 anos, filhos da Geração X e netos dos ‘baby boomers’. São apresentados como a primeira geração de nativos digitais. Disponível em: http://saldopositivo.cgd.pt/empresas/abc-do-empresario-o-que-e-a-geracao-millennials/. Acesso em 22 de dezembro de 22017.

[4]Disponível em:  http://fashionandmash.com/2017/10/17/ar-experience-fashion/. Acesso em 27 de dezembro de 2017.

[1]Disponível em: https://www.significados.com.br/wearable/. Acesso em 26 de dezembro de 2017.

[1]Disponível em: https://www.significados.com.br/wearable/. Acesso em 26 de dezembro de 2017.

[1] Parte de uma série de publicações da instituição intergovernamental Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento – OCDE, o Manual de Oslo tem o objetivo de orientar e padronizar conceitos, metodologias e construção de estatísticas e indicadores de pesquisa de P&D de países industrializados.

[2] ORGANIZAÇÃO para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Manual de Oslo: Diretrizes para coleta e interpretação de dados sobre inovação. 3. ed. Paris: OCDE, 2005. p.55.

[3] OECD/Eurostat (1997), OECD Proposed Guidelines for Collecting and Interpreting Technological Innovation Data – Oslo Manual, OECD, Paris. §130).

[1] Disponível em: http://www.vogue.co.uk/article/exclusive-apple-ceo-tim-cook-future-of-fashion-augmented-reality. Acesso em 26 de dezembro de 2017.

[1] Disponível em: https://www.forbes.com/sites/rachelarthur/2017/10/31/augmented-reality-is-set-to-transform-fashion-and-retail/#2752fdb3151d . Acesso em 22 de dezembro de 2017.

[2] A geração ‘Millennials’ é o termo usado para categorizar os indivíduos que nasceram entre 1980 e 2000.Pertencem a esta geração os jovens entre os 15 e 35 anos, filhos da Geração X e netos dos ‘baby boomers’. São apresentados como a primeira geração de nativos digitais. Disponível em: http://saldopositivo.cgd.pt/empresas/abc-do-empresario-o-que-e-a-geracao-millennials/. Acesso em 22 de dezembro de 2017.

Abogada Federica Richter.

Alumna del Diplomado en Fashion Law.

Facultad de Derecho, Universidad CLAEH.

Generación 2017.

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